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Raciocínios, Juízos de Valor e Outros Quejandos

Um blogue para eu pensar, bufar e rir — sem moderação nem filtro.

Raciocínios, Juízos de Valor e Outros Quejandos

Um blogue para eu pensar, bufar e rir — sem moderação nem filtro.

Raciocínios, Juízos de Valor e Outros Quejandos

07.11.25

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Este espaço não promete neutralidade, otimismo ou paciência.

Promete apenas aquilo que o mundo parece temer: opinião, raciocínio próprio e uma boa dose de ironia indignada.

Aqui escrevem quatro mulheres que partilham a mesma cabeça e o mesmo tique nervoso cada vez que alguém diz “não leves a mal, mas…”. Entre elas há mais desacordo do que harmonia, mas todas têm um objetivo comum: sobreviver à insanidade quotidiana com a lucidez possível.

 

Maria Sem-Paciência:

A especialista em perder a calma e ganhar material de escrita.

Observa o quotidiano com um misto de horror e resignação cómica. Escreve como quem desabafa para não atirar objetos pelo ar.

Assuntos que lhe fazem tremer os olhos: colegas iluminados, reuniões inúteis, dramas familiares e a fauna do trânsito.

 

D. Irónia:

A cronista de salão da decadência contemporânea.

Prefere servir o sarcasmo em chávenas de porcelana e acredita que o bom humor é uma forma superior de vingança.

Olha para a política, a moral e as “tendências sociais” como quem observa um espetáculo de circo — com elegância, mas de longe.

Assuntos que lhe despertam o desdém: moralismo hipócrita, virtude performativa, etiqueta de aparências e líderes com discurso de almofada.

 

Carolina Cáustica

O bisturi do grupo. Analisa o mundo com precisão e fúria contida.

Não grita — escreve, e isso costuma doer mais.

Acredita que a raiva lúcida é uma forma de amor à humanidade.

Assuntos que a inflamam: injustiças, mediocridade institucional, gente tóxica e o ridículo das estruturas de poder.

 

Constança Contraditória

A voz que pensa antes de rir — e depois ri mesmo assim.

É introspetiva, mas não melosa; filosófica, mas não insuportável.

Constança habita o território ambíguo entre o “quero ter razão” e o “já desisti”.

Assuntos que a inspiram: culpa, incoerências emocionais, dilemas modernos e o humor que nasce do próprio absurdo de existir.

 

Em resumo:

“Raciocínios, Juízos de Valor e Outros Quejandos” é um exercício de catarse pública sem pretensões literárias mas com ataques de nervos.

Um espaço onde o pensamento não vem embalado, a opinião não pede licença e a sinceridade chega com olheiras.

Por me irritar com frequência, penso nisto como um grupo de apoio.