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Raciocínios, Juízos de Valor e Outros Quejandos

Um blogue para eu pensar, bufar e rir — sem moderação nem filtro.

Raciocínios, Juízos de Valor e Outros Quejandos

Um blogue para eu pensar, bufar e rir — sem moderação nem filtro.

A Nova Lei Laboral. Ou o Mundo ao Contrário.

Por Carolina Cáustica

01.12.25
Quando eu pensava que já nada me podia surpreender nesta relação entre trabalhadores e entidades patronais, eis que surge o projeto da nova Lei Laboral. Já sobrevivi a chefias que achavam que “cumprir horário” era um mito urbano, a avaliações de desempenho escritas por pessoas que nunca viram o meu trabalho (algumas nem sabiam em que equipa eu trabalhava!), e a reuniões onde a palavra “produtividade” era usada como arma de destruição. Mas a Ministra do Trabalho vir dizer (...)

Opinar é o Novo Respirar

Crónica de D. Irónia

30.11.25
Hoje em dia toda a gente acha que tem direito a opinar. Especialmente sobre assuntos que não percebe. Hoje em dia não importa o que se diz. O que importa é dizer. É a era do “não sei, mas vou dizer na mesma”. Pessoalmente, estou convencida de que a humanidade sofre é de uma imensa falta de filtro mental. Não é apenas falar sem pensar. É falar sem saber que era preciso pensar. O importante é emitir uma opinião, seja ela qual for, como se o silêncio fosse uma doença (...)

“Delegar? Eu? Jamais! Prefiro sofrer!” — O meu patrão, todos os dias.

Por Maria Sem-Paciência

24.11.25
  Hoje, durante uma pequena conversa entre mim e o meu patrão, ele recebeu um telefonema. E embora estivéssemos a discutir assuntos importantes para o bom andamento do trabalho interno e até alguma estratégia futura, ele atendeu. Era outro funcionário dele, de um outro negócio. Imediatamente, o meu patrão assumiu aquele ar de mártir corporativo: olhos semicerrados, mão no coração, enquanto dizia: “Está a ver a minha vida? É tudo para cima de mim! Não aguento!” E eu, (...)

O RIDÍCULO DAS “TENDÊNCIAS” E DAS “BOAS CAUSAS” DE OCASIÃO

Crónica de D. Irónia

18.11.25
Há famílias que se dizem democráticas, progressistas e cheias de “valores”. E depois há a realidade: pequenas monarquias absolutas, lideradas por avós que se apresentam como criaturas modestas e sábias, mas que governam as dinâmicas familiares com o fervor de ditadores amadores. Porque se há criatura que domina a arte de “não interferir”, são os avós que se acham modernos, desde que “não interferir” inclua emitir opiniões, corrigir decisões, comparar (...)

A VOZ ROUCA DO PODER - Versão com fúria devidamente calibrada

Por Carolina Cáustica

16.11.25
  Há quem diga que o corpo fala. No meu caso, o corpo grita — e depois fica rouco. Fui à terapia da fala. Não por vaidade vocal, mas porque andava sempre rouca. Pensei que fosse a minha voz sexy acumulada, ou uma pitada saudável de indignação com o mundo em geral, ou, talvez, a quantidade industrial de sapos engolidos em nome da diplomacia profissional. A médica, porém, diagnosticou-me outra coisa: eu estava a falar numa frequência masculina. Não por gosto. Por sobrevivência. (...)

O LUXO DA DÚVIDA NUM MUNDO DE CERTEZAS BARATAS

Por Constança Contraditória

10.11.25
Dizem que a confiança é tudo. Que quando duas pessoas gostam uma da outra, tudo se resolve desde que haja paciência, comunicação e boa vontade. E, claro, amor. Também dizem que o amor é simples. Ainda não percebi se essas pessoas mentem deliberadamente ou se repetem para se convencerem… Mas é bonito de ouvir! Apesar de corresponder, na minha modesta opinião, apenas a metade da equação. A outra metade, a que não é bonita de se dizer em voz alta, é a dúvida. Esse bichinho (...)

Raciocínios, Juízos de Valor e Outros Quejandos

07.11.25
Este espaço não promete neutralidade, otimismo ou paciência. Promete apenas aquilo que o mundo parece temer: opinião, raciocínio próprio e uma boa dose de ironia indignada. Aqui escrevem quatro mulheres que partilham a mesma cabeça e o mesmo tique nervoso cada vez que alguém diz “não leves a mal, mas…”. Entre elas há mais desacordo do que harmonia, mas todas têm um objetivo comum: sobreviver à insanidade quotidiana com a lucidez possível.   Maria Sem-Paciência: A (...)